Quase tudo o que se escreve sobre fotografar Sintra erra nas contas. A Pena, Monserrate e o Castelo dos Mouros são geridos pela Parques de Sintra – Monte da Lua, que exige autorização escrita e cobra taxa para fotografia profissional e comercial lá dentro; a Quinta da Regaleira é outro operador, com autorização e taxa próprias, o que apanha desprevenido quem assuma que um acordo cobre a vila toda. A Pena tem ainda entrada por horário, portanto é o bilhete que manda no plano, não a luz.
O que ninguém vende é que a serra em si — as estradas, os fetos, o nevoeiro entre as árvores, o alto acima de Seteais — é aberta e não custa nada, e é lá que se fazem as fotografias que de facto parecem Sintra. O segundo facto prático é o trânsito: em época alta o centro histórico está praticamente vedado a carros particulares, e são os autocarros 434 e 435 e a falta de estacionamento, não o nascer do sol, que decidem a que horas a sessão pode começar.