A linha do Cais do Sodré corre junto à água todo o percurso, e é essa a razão prática por que Cascais resulta: não há transbordo, não há estacionamento e não há discussão sobre quem conduz. Chega-se a uma vila com baía, marina, uma marginal oitocentista e, dez minutos a poente, uma costa atlântica a sério no Guincho, onde o vento é outra conversa.
O que aqui se faz sobretudo é trabalho para estrangeiros residentes e segundas habitações — sessões de família, retratos corporativos de quem vai a Lisboa dois dias por semana, e a ponta mais pequena do mercado dos casamentos. A baía está virada a sul, o que é invulgar nesta costa, e por isso aguenta luz até mais tarde de manhã do que qualquer sítio de Lisboa e é dos poucos locais aqui utilizáveis ao meio-dia.