O Algarve é um mercado só, não são seis. Lagos e Albufeira estão a quarenta minutos um do outro, as praias entre os dois são fotografadas pelas mesmas pessoas nas mesmas manhãs, e separá-los em páginas distintas daria duas descrições da mesma costa. O que varia não é a vila, é a maré: metade dos melhores locais — as grutas, os arcos, as praias a que se chega pela areia — está acessível numa parte do dia e não no resto, e uma sessão marcada sem olhar à tabela de marés é uma sessão que pode encontrar o local debaixo de água.
A segunda condicionante são as próprias arribas. As falésias estão em erosão activa, os bordos caem, e os avisos estão lá porque já houve quem caísse. Qualquer fotografia que pareça tirada da beira de um precipício foi tirada de mais atrás com uma objectiva mais longa, e as que não foram não valem o que custam.